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Artigo

9 ASPETOS QUE VÃO AJUDAR A SUA MARCA A ATRAIR E RETER TALENTOS

Rui Marques

CFO Grupo Academy

Um talento é uma combinação única de ação, visão e paixão.

Ação na medida em que possui competências técnicas e comportamentais que lhe permitem executar tarefas com qualidade, intensidade e consistência.

Visão porque tem uma noção clara do caminho a seguir e resultados a atingir, bem como das melhores opções para cumprir os objetivos estratégicos da organização.

Paixão porque tem entusiasmo, energia positiva, motivação e elevado compromisso.

Para que um talento possa expressar todo o seu potencial e capacidade é crucial que as pessoas na organização funcionem como equipa, sendo esta um grupo coeso, com objetivos fortemente partilhados e que desenvolveu um espírito próprio.

No fundo, o talento exponencia o seu desempenho quando integrado numa verdadeira equipa. Assim, é crucial que as empresas possuam estratégias para atração, desenvolvimento e retenção do talento.


De um modo sumário, os nove aspetos que consideramos essenciais são:

Imagem de mercado

A organização deverá possuir uma estratégia de marketing e comunicação que a posicione como marca de sucesso, em crescimento, com bons resultados e uma identidade única e atrativa.

Em suma, a organização é vista como um “great place to work”.


Cultura organizacional

A visão, a missão e o sistema de valores da organização necessitam de estar claramente definidos, devendo ser o resultado do envolvimento de todos na clarificação desse DNA organizacional.

Esta é a base para que a maior parte dos membros da organização assuma ações e comportamentos em concordância com a cultura da marca.

O propósito da organização tem de ser claro, desafiador, envolvente e com real impacto e significado.


Clima organizacional

O ambiente na organização deve ser de entusiasmo, com preenchimento integral dos fatores de higiene (interações pessoais positivas e energéticas, sentido de pertença, comunicação transparente, segurança e boas condições físicas e ambientais de trabalho) e fatores motivacionais (realização profissional e pessoal, desenvolvimento profissional, participação, autonomia, responsabilidade e conhecimento de resultados).


Estilo de liderança

“Os talentos não suportam uma liderança incompetente.”

Assim, a organização deverá ter uma estrutura de liderança marcadamente visionária, recorrendo estrategicamente aos restantes estilos (afiliativo, democrático, marcador de ritmo, coaching ou coercivo) em função do contexto e dos intervenientes.


Estilo de gestão

A estrutura de gestão deve potenciar os ciclos de melhoria contínua (planear, executar, verificar, melhorar), sendo orientada por metas específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e definidas no tempo.

A sinergia e o feedback devem ser práticas regulares, alicerçadas num sólido e ágil controlo de gestão.


Estrutura organizacional

A estrutura deve ser potenciadora do talento, com programas de progressão de carreira e análise de desempenho focada em planos de desenvolvimento.

O propósito da organização tem de ser claro, desafiador, envolvente e com real impacto e significado.

Estes planos devem recorrer a processos de mentoring e coaching, liderados por profissionais com competências para o efeito.


Aprendizagem e desenvolvimento

Para que a evolução do talento em todo o seu cluster de competências seja constante, a organização deve ter um plano de formação contínua, integrando (e valorizando) recursos próprios e entidades formadoras externas.

Na prática diária, os membros partilham conhecimentos e competências e aprendem com as experiências do trabalho.


Remuneração estratégica e reconhecimento

A existência de um sistema de incentivos e recompensas, baseado em produtividade, justiça e equidade, é crucial para que os talentos se mantenham motivados.

O reconhecimento formal ou informal dos contributos dos colaboradores é chave para que estes mantenham uma forte ligação emocional à organização.


Salário emocional

Cada vez mais, os talentos procuram um equilíbrio entre o profissional e o pessoal.

Assim, a organização deverá ter sempre presente que este equilíbrio está assegurado.

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Rui Marques

CFO Grupo Academy