Um talento é uma combinação única de ação, visão e paixão.
Ação na medida em que possui competências técnicas e comportamentais que lhe permitem executar tarefas com qualidade, intensidade e consistência.
Visão porque tem uma noção clara do caminho a seguir e resultados a atingir, bem como das melhores opções para cumprir os objetivos estratégicos da organização.
Paixão porque tem entusiasmo, energia positiva, motivação e elevado compromisso.
Para que um talento possa expressar todo o seu potencial e capacidade é crucial que as pessoas na organização funcionem como equipa, sendo esta um grupo coeso, com objetivos fortemente partilhados e que desenvolveu um espírito próprio.
No fundo, o talento exponencia o seu desempenho quando integrado numa verdadeira equipa. Assim, é crucial que as empresas possuam estratégias para atração, desenvolvimento e retenção do talento.
De um modo sumário, os nove aspetos que consideramos essenciais são:
Imagem de mercado
A organização deverá possuir uma estratégia de marketing e comunicação que a posicione como marca de sucesso, em crescimento, com bons resultados e uma identidade única e atrativa.
Em suma, a organização é vista como um “great place to work”.
Cultura organizacional
A visão, a missão e o sistema de valores da organização necessitam de estar claramente definidos, devendo ser o resultado do envolvimento de todos na clarificação desse DNA organizacional.
Esta é a base para que a maior parte dos membros da organização assuma ações e comportamentos em concordância com a cultura da marca.
O propósito da organização tem de ser claro, desafiador, envolvente e com real impacto e significado.
Clima organizacional
O ambiente na organização deve ser de entusiasmo, com preenchimento integral dos fatores de higiene (interações pessoais positivas e energéticas, sentido de pertença, comunicação transparente, segurança e boas condições físicas e ambientais de trabalho) e fatores motivacionais (realização profissional e pessoal, desenvolvimento profissional, participação, autonomia, responsabilidade e conhecimento de resultados).
Estilo de liderança
“Os talentos não suportam uma liderança incompetente.”
Assim, a organização deverá ter uma estrutura de liderança marcadamente visionária, recorrendo estrategicamente aos restantes estilos (afiliativo, democrático, marcador de ritmo, coaching ou coercivo) em função do contexto e dos intervenientes.
Estilo de gestão
A estrutura de gestão deve potenciar os ciclos de melhoria contínua (planear, executar, verificar, melhorar), sendo orientada por metas específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e definidas no tempo.
A sinergia e o feedback devem ser práticas regulares, alicerçadas num sólido e ágil controlo de gestão.
Estrutura organizacional
A estrutura deve ser potenciadora do talento, com programas de progressão de carreira e análise de desempenho focada em planos de desenvolvimento.
O propósito da organização tem de ser claro, desafiador, envolvente e com real impacto e significado.
Estes planos devem recorrer a processos de mentoring e coaching, liderados por profissionais com competências para o efeito.
Aprendizagem e desenvolvimento
Para que a evolução do talento em todo o seu cluster de competências seja constante, a organização deve ter um plano de formação contínua, integrando (e valorizando) recursos próprios e entidades formadoras externas.
Na prática diária, os membros partilham conhecimentos e competências e aprendem com as experiências do trabalho.
Remuneração estratégica e reconhecimento
A existência de um sistema de incentivos e recompensas, baseado em produtividade, justiça e equidade, é crucial para que os talentos se mantenham motivados.
O reconhecimento formal ou informal dos contributos dos colaboradores é chave para que estes mantenham uma forte ligação emocional à organização.
Salário emocional
Cada vez mais, os talentos procuram um equilíbrio entre o profissional e o pessoal.
Assim, a organização deverá ter sempre presente que este equilíbrio está assegurado.
