Introdução
Nesta conversa exclusiva, falámos com Bruno Baliza, Diretor Geral do Fitness Park Portugal, um dos nomes mais marcantes do mercado de fitness em Portugal. Com mais de 22 anos de experiência, Bruno liderou projetos como o Fitness Hut e o Viva Gym, e agora está à frente da expansão de uma das maiores cadeias de ginásios da Europa para o país. Neste podcast, ele partilhou insights sobre a sua jornada, mudanças de mercado e o futuro do setor.
Entrevista
Quem é o Bruno Baliza e como começou a tua jornada no mercado do fitness?
Bruno: Sou um apaixonado por este setor e estou há mais de 22 anos no mercado. Comecei no Holmes Place, que foi uma escola incrível para o que hoje é o fitness em Portugal. Passei por várias funções, desde personal trainer a diretor comercial, e mais tarde, ajudei a fundar e expandir o Fitness Hut, de zero a 43 clubes em 11 anos. Recentemente, abracei o desafio de trazer o Fitness Park para Portugal, um conceito que considero inovador e alinhado com as novas tendências do mercado.
A tua transição para o Fitness Park gerou muito impacto nas redes sociais. O que motivou esta mudança?
Bruno: Após 13 anos no Fitness Hut, senti que era hora de um novo desafio. O Fitness Park é uma marca gigante, com 1,2 milhões de sócios e muita inovação. Acredito que este conceito, que mistura qualidade premium com preços acessíveis, vai trazer algo realmente diferenciador ao mercado português.
O que distingue o Fitness Park no mercado do fitness?
Bruno: O Fitness Park posiciona-se acima do low-cost tradicional, oferecendo equipamentos de alta qualidade, tecnologia de ponta e layouts adaptados às novas tendências, como a crescente procura por treinos de força e cross-training. Além disso, estamos a apostar num modelo de valor agregado, com espaços bem planeados e uma experiência de utilizador muito superior.
Quais são as principais tendências que observas no comportamento dos consumidores?
Bruno:
- Foco na força: Cada vez mais pessoas, especialmente mulheres, estão a trocar cardio por treinos de força.
- Cross-training: Este tipo de treino está a ganhar espaço nos ginásios.
- Utilização regular: O número de “sleepers” (quem paga mas não frequenta) está a diminuir, o que muda a dinâmica de capacidade dos clubes.
- Pricing: Os preços médios estão a subir, refletindo a maior qualidade e exigência do consumidor.
Queres partilhar algum momento marcante da tua carreira?
Bruno: O mais marcante foi anunciar a extinção de 300 postos de trabalho no Fitness Hut devido à transição para vendas online. Foi um momento emocionalmente desafiador, mas trouxe-me muitas lições sobre gestão de pessoas e tomada de decisões.
Que características são essenciais para quem lidera equipas comerciais?
Bruno:
- Resiliência: Aceitar os “nãos” e superar problemas diários.
- Habilidade analítica: Entender números e traduzi-los em estratégias.
- Liderança pelo exemplo: Defender e motivar a equipa em qualquer circunstância.
Que conselhos darias a gestores de clubes de fitness para otimizar os resultados?
Bruno: Apostem na integração entre marketing e vendas. O funil comercial está cada vez mais automatizado, e o papel das equipas deve focar-se no acompanhamento consultivo, não apenas na conversão tradicional. Investir em marketing online é essencial para atrair e reter clientes.
Como vês o futuro do mercado de fitness em Portugal?
Bruno: O mercado está em crescimento e a tornar-se mais profissional. Portugal está a atrair grandes marcas internacionais, e isso vai criar muitas oportunidades para profissionais do setor. O futuro é promissor para quem se mantém atualizado e aposta em inovação.
Conclusão
A conversa com o Bruno Baliza destacou a importância da inovação, liderança e resiliência no mercado do fitness. O setor está em evolução, com novas tendências e exigências por parte dos consumidores, o que cria desafios e oportunidades. Como o Bruno bem colocou: “Estamos no negócio certo, na hora certa.”
E tu? Como vês estas tendências no setor do fitness? Partilha as tuas ideias connosco nos comentários!